De vez em quando me pego a pensar nas palavras... Assim, isoladas, elas parecem tão vazias... ou tão completas... ficam estranhas. Por vezes parecem esquisitas, em outras... dizem tanto.
Hoje, caminhando na rua, encontrei a palavra do dia: SOLIDÃO.
Então vieram as perguntas...
- Quem está sozinho é solitário?
- Pra se sentir solitário é preciso estar sozinho?
As respostas vieram tímidas, em forma de coisas banais:
O contraste do vento gelado na minha cara com o sol aquecendo as costas, o barulho irritante dos carros [quase] apagando o som delicioso de folhas secas pisadas. O joão-de-barro - perdido em meio a entulhos de construção, a adolescente em silêncio chutando pedrinhas - cabisbaixa, mas só pra disfarçar um sorriso bem no cantinho dos lábios...
Eu esqueci que tinha pressa, ignorei meu estômago faminto e diminuí o passo... Comecei a caminhar nas nuvens. Minha cabeça a mil por hora tentava desembaralhar as palavras (elas sempre me dão tanto trabalho!)
Passei o dia todo tentando organizar as respostas. Não consegui, mas mesmo assim, concluí que sozinha sou eu, em busca das palavras, e solitárias são elas, que não fazem sentido.
[indagações sem respostas, escritas numa manhã fria de inverno...]
Hoje, caminhando na rua, encontrei a palavra do dia: SOLIDÃO.
Então vieram as perguntas...
- Quem está sozinho é solitário?
- Pra se sentir solitário é preciso estar sozinho?
As respostas vieram tímidas, em forma de coisas banais:
O contraste do vento gelado na minha cara com o sol aquecendo as costas, o barulho irritante dos carros [quase] apagando o som delicioso de folhas secas pisadas. O joão-de-barro - perdido em meio a entulhos de construção, a adolescente em silêncio chutando pedrinhas - cabisbaixa, mas só pra disfarçar um sorriso bem no cantinho dos lábios...
Eu esqueci que tinha pressa, ignorei meu estômago faminto e diminuí o passo... Comecei a caminhar nas nuvens. Minha cabeça a mil por hora tentava desembaralhar as palavras (elas sempre me dão tanto trabalho!)
Passei o dia todo tentando organizar as respostas. Não consegui, mas mesmo assim, concluí que sozinha sou eu, em busca das palavras, e solitárias são elas, que não fazem sentido.
[indagações sem respostas, escritas numa manhã fria de inverno...]
